Gráfica investe em embalagens personalizadas de papel biodegradável para delivery
Gráfica investe em embalagens personalizadas de papel biodegradável para delivery
Compartilhe:
Após perceber que a digitalização derrubava a procura por impressão, empreendedores resolveram fazer uma adaptação no negócio e focaram no mercado para pequenas empresas.
(PEGN - 10/09/2023 - Marcelo Baccarini)
Nada mais frustrante para quem pede comida do que receber um prato frio, desarrumado, diferente do que é servido em um restaurante. Com delivery de comida em alta, empresários capricham na embalagem para fidelizar clientes. Já tem fornecedor pronto para atender essa demanda.

Thiago ao lado do pai Antônio, proprietários da Food Box Embalagens
O Thiago e o pai Antônio tem a gráfica desde 1974. Mas na última década o avanço da digitalização provocou uma crise no setor e acionou um mecanismo que o economista austríaco Joseph Schumpeter chamou de destruição criativa. Na descrição criativa velhos produtos ou modelos de negócios são destruídos e criados novos, como o carro que substituiu a carroça, ou a lâmpada no lugar da vela. Quem se reinventa fica no mercado!
Foi o que o Thiago fez em 2014. Ele percebeu que a digitalização derrubava a procura por impressão, mas ao mesmo tempo a demanda por entregas em casa aumentava. Ele então, adaptou a gráfica, comprou equipamentos chineses e passou a produzir embalagens especiais para delivery de alimentos.

Thiago Garrido, diretor da Food Box Embalagens comenta: "O delivery é uma operação que hoje está muito consolidada, mas lá atrás era algo muito difícil ainda para as pessoas entenderem. E surgiram empresas com aplicativos e incentivos, e nós já estamos preparados para atender esse mercado".

Fala Thiago Ramos, consultor de embalagens para alimentos: "O Delivery tem uma particularidade, porque quando a gente sai dos restaurantes e vai para dentro de casa, não temos controle, como a iluminação, mobiliário, com as mesas, os talheres, então o empresário da alimentação, que envia um alimento para residência de alguém, o que ele tem de controle? A embalagem!"
Thiago faz embalagens personalizadas de papel biodegradável e em quantidades menores. 90% dos clientes dele são pequenas empresas como a doceria da Ariane Hilla.

Ariane Hilla, empresária da confeitaria Hilla Doces comenta: "Eles conseguiram me atender em questão da personalização e principalmente adequar o projeto a minha realidade para o formato dos meus doces. Enviava os modelos e eles conseguiam fazer do jeitinho que eu queria para ser um transporte seguro, e uma boa experiência ao meu cliente".

Embalagens seguras para o transporte.
O primeiro objetivo da embalagem delivery é manter a integridade do produto no transporte. Você já pensou que acontece com uma torta na garupa de uma moto: arranque, subida, solavanco, vira para o lado, vira pro outro, descida - e a embalagem do Thiago fica intacta.

Thiago ao lado da formadora de embalagens biodegradáveis para alimentos PACKFOOD
Thiago Garrido, comenta: "Nós temos aqui um produto diferenciado no mercado que é embalagem totalmente selada, película de proteção interna. Podemos utilizar aqui nessa embalagem divisões. Dá para ir líquido, molhos, ela não vaza!"

"Podemos utilizar aqui nessa embalagem divisões. Dá para ir líquido, molhos, ela não vaza!"
Ariane, relata: "O principal quando fomos desenvolver as embalagens foi a questão de segurança do transporte, e também o alimento não pegar cheiro nem modificar nada. Então focamos nisto. Depois que a gente chegou numa embalagem segura para o cliente receber o produto inteiro, pensamos na estética e em outros quesitos".

A embalagem é uma propaganda boa e barata você só precisa saber usar:
-
Frases Curtas: Use frases curtas e de impacto.
-
Cores: Use cores que transmitam a mensagem que você quer passar.
-
Redes Sociais, Site e QR Code: Aproveite para fazer referências as redes sociais ao site da empresa, e inclua QR Code para mostrar mais conteúdos da marca.

Parque gráfico da Food Box Embalagens
O consultor Thiago Ramos comenta: "Hoje o cliente pode comer um hambúrguer, e amanhã um outro produto daquela empresa, então é importante ligar com o site e redes sociais para que a pessoa crie uma conexão e talvez uma segunda compra posteriormente."

Para quem está começando o custo da embalagem deve ser em torno de 5% do preço do produto.
Você também deve indicar a validade do produto. Para quem está começando o ideal é que o custo da embalagem fica em torno de 5% do preço do produto. Hoje o serviço de entrega representa 60% do faturamento da doceria.
Ariane comenta: "Antigamente ter uma embalagem personalizada era um plus, hoje em dia é uma obrigação. Vamos dizer assim, porque você se diferencia no mercado? A embalagem grava a marca na memória do cliente, então fixa sua marca sempre em todos os detalhes".
E não se esqueça, a sua embalagem estará sobre a avaliação de quem tem a palavra final, o consumidor.
Conheça a linha de máquinas para embalagens de alimentos e copos biodegradáveis, clique aqui!

Embalagem personalizada para um transporte seguro

Marcelo Baccarini da PEGN
Assista a reportagem na íntegra, clique aqui!
Posts recentes
“Já que você está aqui…” muda o dia do técnicoO técnico termina o atendimento, fecha a maleta, confere a máquina e já começa a pensar no próximo compromisso. Até ouvir aquela frase que muda completamente o roteiro do dia: “Já que você está aqui…” De repente, aparece um operador apontando para outra máquina.
Três chefes, três prioridades, uma máquina só
A máquina estava pronta para rodar uma apostila quando chegou a primeira orientação: “segura esse trabalho, entrou outro mais urgente”. Poucos minutos depois, apareceu um segundo chefe dizendo exatamente o contrário. O terceiro chegou logo atrás com uma prioridade ainda mais importante.
“Guarda essa caixa, ela é bonita”
Acontece mais do que parece. O produto acabou, o perfume terminou, os chocolates sumiram há meses… mas a caixa continua lá, ocupando espaço na gaveta como se pagasse aluguel. Tem embalagem que a gente simplesmente não consegue jogar fora. A caixa do celular, do relógio, do sabonete, do brinquedo, do presente.
38 mil seguidores entraram na gráfica
Ela chegou sozinha, com algumas amostras na mão e uma tiragem que, olhando apenas para a quantidade, parecia pequena. Nada que chamasse atenção no meio de pedidos maiores circulando pela gráfica. Só que aquela cliente carregava algo que não cabia na ordem de produção.
Quem trabalha com impressão nunca mais olha o mundo normalmente
Tem gente que entra no supermercado para comprar café. Quem trabalha com impressão entra e começa a analisar a caixa. A cor está certa? O corte ficou alinhado? O acabamento ficou bom? Daqui a pouco a pessoa está virando a embalagem de um lado para o outro enquanto quem veio junto já avançou três corredores.
Se o comercial chegou com café, desconfie
Tem visita que a produção reconhece de longe. O comercial aparece sorrindo, distribui café, pergunta como está o dia e, depois de alguns minutos de conversa, solta com naturalidade que entrou “um pedido importante”. Normalmente ele vem acompanhado de três palavras perigosas que todo mundo na produção conhece bem, cliente grande, entrega rápida e só desta vez.
A meta foi batida. O problema ficou para o próximo turno
A máquina rodou o turno inteiro. O contador subiu, a meta apareceu em verde e alguém comemorou. No relatório, foi um ótimo dia. Na área ao lado, havia outra história esperando para ser contada. Copos tortos, bordas deformadas, fundos mal formados e unidades que não poderiam chegar ao cliente.
A embalagem foi aprovada por todo mundo. Menos por quem precisava usá-la.
O marketing gostou das cores. O comercial aprovou o destaque. A produção confirmou a viabilidade. A diretoria levantou o polegar. A embalagem quase saiu da reunião carregando um troféu. Na prateleira, porém, uma consumidora com baixa visão tentou identificar o produto. As caixas pareciam iguais.
O dono virou o sistema operacional da empresa?
O telefone toca. O comercial espera desconto; a produção, prioridade; o financeiro, autorização; e o cliente, resposta. Tudo funciona se o dono estiver disponível. No começo, centralizar parece cuidado. Ele conhece clientes, produtos, números e todos os atalhos. Mas, conforme a empresa cresce, essa agilidade vira fila. Há funcionários, máquinas e sistemas, porém cada decisão continua na cabeça dele.
Quem vai ensinar a próxima geração da indústria?
A máquina tem manual. A fábrica também deveria ter memória. Quem trabalha há décadas reconhece um ruído diferente, percebe uma variação no material e antecipa um problema antes de o painel emitir qualquer aviso. É um conhecimento construído entre acertos, erros, ajustes e milhares de horas de produção.
A embalagem sustentável chegou embrulhada em plástico
A caixa era de papel reciclável, tinha visual natural, folha verde impressa e um belo discurso sobre responsabilidade ambiental. Então alguém resolveu protegê-la com filme plástico, saco plástico, plástico-bolha e mais uma camada de plástico, só por segurança.
A última versão foi aprovada. A produção abriu a penúltima
A alteração era pequena. Uma informação corrigida, uma cor ajustada e um detalhe reposicionado. O cliente aprovou a nova arte e todos seguiram tranquilos para a produção. O problema é que a pasta também guardava o “final”, o “final corrigido”, o “final novo” e o “final aprovado”. Entre arquivos quase iguais, alguém abriu justamente a versão anterior.
O pedido estava liberado. A matéria-prima não.
Às oito da manhã, todos tinham uma boa notícia. O comercial havia confirmado o prazo, compras registrou a chegada do material, o PCP reservou a máquina e a produção terminou o setup. A máquina estava pronta. O pallet também estava ali. Faltava apenas um detalhe capaz de parar tudo. Ninguém podia usar o lote.
O protótipo ficou lindo. A coladeira não repetiu
Essa embalagem aguenta virar produção? O protótipo chegou à reunião parecendo pronto. Abas alinhadas, fechamento firme, cola no lugar e acabamento capaz de convencer todos. Mas havia sido montado com calma. Um dedo segurou a aba, outro corrigiu o vinco, alguém pressionou a colagem. Pequenas ajudas ausentes da ficha técnica.
A máquina cabia no layout. Não passava pela porta
Na planta, tudo estava perfeito. Havia espaço para operar, fazer manutenção e circular ao redor. O único detalhe esquecido foi como a máquina chegaria até lá. O caminhão encostou, a equipe se reuniu e a instalação começou naquele clima de novidade. Até a máquina encontrar uma porta alguns centímetros menor. O layout dizia que podia entrar. A parede discordou.
A solução provisória comemorou cinco anos de empresa
Era só até chegar a peça certa. Cinco anos depois, o remendo ganhou bolo, velas e quase uma placa de funcionário veterano. Na fábrica, pode ser uma fita segurando uma tampa. No escritório, uma planilha paralela. Na TI, aquele botão que ninguém pode apertar. Muda o setor, mas a carreira do provisório é sempre parecida.
Todo mundo quer inovação. Desde que nada precise mudar
A empresa compra um robô novo, corta a faixa, tira foto, publica nas redes e anuncia que entrou no futuro. Só existe um detalhe. O robô continua preso por uma corrente ao processo antigo.
O pedido tinha 12 versões. O orçamento enxergou apenas uma
Na planilha, eram 10 mil embalagens. Na produção, eram 12 artes, 12 conferências, 12 separações e várias chances de alguma coisa sair fora do lugar. Trocar apenas a imagem pode parecer simples. Mas cada versão exige atenção da pré-impressão, identificação correta, controle de quantidade, organização no acabamento e cuidado extra na expedição.
39 anos transformando tecnologia em produção, confiança e futuro
Hoje, 28 de julho, a Apolo Sistemas Gráficos completa 39 anos. E não é qualquer história. Desde 1987, acompanhamos de perto as transformações do mercado gráfico brasileiro. Tecnologias mudaram, novos segmentos surgiram e as necessidades de quem produz se tornaram cada vez maiores.
A embalagem foi aprovada fechada. Ninguém testou como abrir
Na apresentação, ela estava perfeita. Bonita, elegante, bem impressa e com acabamento de primeira. O problema apareceu quando alguém tentou abrir. Aba escondida, encaixe apertado, cola demais e nenhuma indicação clara. De repente, o consumidor precisa de unha, força, tesoura e um pouco de paciência para chegar ao produto.
Veja Mais





















