O Passado e Futuro da Impressão Digital: Reflexões e Perspectivas na Véspera da Drupa 2024

O Passado e Futuro da Impressão Digital: Reflexões e Perspectivas na Véspera da Drupa 2024



Compartilhe:

À medida que a Drupa 2024 se aproxima, marcando a primeira edição em oito anos, somos convidados a refletir sobre o progresso e os desafios enfrentados pela indústria de impressão digital neste intervalo.

Este evento tão aguardado representa um ponto de convergência para líderes do setor, oferecendo uma oportunidade única para troca de conhecimentos, visões e inovações tecnológicas. Inspirados por perspectivas de especialistas, este artigo explora tanto os avanços significativos quanto os desafios persistentes, bem como antecipa tendências e oportunidades futuras.

 

 

Desafios e Inovação

O ano de 2023 foi caracterizado por desafios econômicos substanciais, incluindo taxas de juro elevadas, inflação, escassez de mão-de-obra e competências, bem como perturbações em cadeias de abastecimento. Estas condições criaram um cenário de consolidação no setor, impulsionando fusões e aquisições estratégicas. A automação emergiu como uma tendência dominante, com um investimento crescente em sistemas de acabamento de impressão mais automatizados, visando a eficiência operacional e a redução da dependência de mão-de-obra.

 

 

Sustentabilidade em Foco 

O foco na sustentabilidade continuou a ser uma prioridade, com melhorias contínuas em tecnologias de impressão visando reduzir o impacto ambiental. A facilidade de uso e a versatilidade das soluções de impressão digital se destacaram como fatores cruciais para acessar novos mercados e capitalizar tendências como a personalização.

 

A Era da Personalização 

A indústria da impressão digital está testemunhando um renascimento, impulsionado por uma apreciação renovada por experiências tangíveis e a qualidade duradoura de produtos impressos. Este renascimento é alimentado pela adoção de tecnologias de ponta, que realçam a relevância e o valor agregado dos produtos impressos em diversos setores, como educação, eventos comemorativos e embalagens.

 

 

Renascimento Impresso

A transição para a impressão digital é cada vez mais evidente, com uma diminuição nos volumes de impressão tradicional contrastando com o crescimento da impressão digital. As empresas de impressão que adotam tecnologias de produção de alto volume estão descobrindo novas economias e oportunidades de reinventar suas ofertas. A impressão digital está facilitando abordagens mais sustentáveis e direcionadas, como produções mais curtas e frequentes, para mitigar riscos da cadeia de abastecimento e reduzir impactos ambientais.

 

 

Digitalização em Ascensão 

A Drupa 2024 é antecipada como uma plataforma crucial para a apresentação de inovações e para a discussão de futuras direções da indústria de impressão. A feira promete ser um ponto de encontro para o lançamento de novas soluções e tecnologias, incluindo avanços em jato de tinta, fluxo de trabalho digital e impressão de grande formato. Esta edição da Drupa servirá como um testemunho do compromisso contínuo do setor com a inovação, a eficiência produtiva e a sustentabilidade.

 

 

Olhar para o Futuro na Drupa 2024

A trajetória da indústria de impressão digital é definida por inovação, adaptação a desafios econômicos e mudanças nas demandas dos consumidores. A Drupa 2024 destaca-se como um evento chave, prometendo revelar futuras inovações tecnológicas, compromisso com a sustentabilidade e novas oportunidades de mercado. Este setor, apoiado em resiliência, inovação e colaboração, se encaminha para um futuro promissor, com a Drupa 2024 servindo como palco para celebrar progressos e antecipar as próximas evoluções da impressão digital.

Tags: Papelão Fast Food Cartão Xeikon Gráfica Rótulos

Posts recentes
A galeria do celular de quem trabalha com impressão é meio suspeita

Tem foto da família, do cachorro, de uma viagem… e, no meio, aparecem 37 embalagens, 12 rótulos, um relevo bonito, uma cor diferente, um pedaço de papelão e aquele acabamento que alguém jurou que precisava registrar “para lembrar depois”.


Quem evita o problema quase nunca ganha o troféu

Tem uma cena curiosa em muitas empresas. Quando alguma coisa dá errado e alguém corre, resolve e salva o dia, essa pessoa vira herói. Ganha elogio, agradecimento e, se bobear, quase uma placa na parede. Enquanto isso, quem evitou outros dez problemas antes que eles aparecessem provavelmente passou despercebido.


Ainda não inventaram toque por Wi-Fi

A apresentação estava bonita no celular. Brilho certo, relevo elegante, textura sofisticada. O cliente ampliou a imagem, girou a tela, aproximou o rosto e quase parecia sentir o acabamento. Quase. Porque existe uma parte do impresso que a tela ainda não entrega.


Nenhuma máquina quebrou. Mesmo assim, ninguém imprimiu

A produção estava pronta. Papel abastecido, máquina ligada, operador no posto e prazo correndo. Só faltava um detalhe pequeno para começar: o arquivo. O problema é que ninguém conseguia acessá-lo. Em poucos minutos, ficou claro que a máquina estava perfeita.


A embalagem que você abre de manhã pode ter sido feita às três da madrugada

Às três da madrugada, a cidade parece desligada. Rua vazia, prédio escuro, cachorro dormindo e muita gente negociando mais cinco minutos com o despertador. Dentro de uma fábrica, porém, alguém está conferindo registro, alimentação, corte, vinco, impressão e uma pilha de embalagens que não para de crescer.


“Já que você está aqui…” muda o dia do técnico

O técnico termina o atendimento, fecha a maleta, confere a máquina e já começa a pensar no próximo compromisso. Até ouvir aquela frase que muda completamente o roteiro do dia: “Já que você está aqui…” De repente, aparece um operador apontando para outra máquina.


Três chefes, três prioridades, uma máquina só

A máquina estava pronta para rodar uma apostila quando chegou a primeira orientação: “segura esse trabalho, entrou outro mais urgente”. Poucos minutos depois, apareceu um segundo chefe dizendo exatamente o contrário. O terceiro chegou logo atrás com uma prioridade ainda mais importante.


“Guarda essa caixa, ela é bonita”

Acontece mais do que parece. O produto acabou, o perfume terminou, os chocolates sumiram há meses… mas a caixa continua lá, ocupando espaço na gaveta como se pagasse aluguel. Tem embalagem que a gente simplesmente não consegue jogar fora. A caixa do celular, do relógio, do sabonete, do brinquedo, do presente.


38 mil seguidores entraram na gráfica

Ela chegou sozinha, com algumas amostras na mão e uma tiragem que, olhando apenas para a quantidade, parecia pequena. Nada que chamasse atenção no meio de pedidos maiores circulando pela gráfica. Só que aquela cliente carregava algo que não cabia na ordem de produção.


Quem trabalha com impressão nunca mais olha o mundo normalmente

Tem gente que entra no supermercado para comprar café. Quem trabalha com impressão entra e começa a analisar a caixa. A cor está certa? O corte ficou alinhado? O acabamento ficou bom? Daqui a pouco a pessoa está virando a embalagem de um lado para o outro enquanto quem veio junto já avançou três corredores.


Se o comercial chegou com café, desconfie

Tem visita que a produção reconhece de longe. O comercial aparece sorrindo, distribui café, pergunta como está o dia e, depois de alguns minutos de conversa, solta com naturalidade que entrou “um pedido importante”. Normalmente ele vem acompanhado de três palavras perigosas que todo mundo na produção conhece bem, cliente grande, entrega rápida e só desta vez.


A meta foi batida. O problema ficou para o próximo turno

A máquina rodou o turno inteiro. O contador subiu, a meta apareceu em verde e alguém comemorou. No relatório, foi um ótimo dia. Na área ao lado, havia outra história esperando para ser contada. Copos tortos, bordas deformadas, fundos mal formados e unidades que não poderiam chegar ao cliente.


A embalagem foi aprovada por todo mundo. Menos por quem precisava usá-la.

O marketing gostou das cores. O comercial aprovou o destaque. A produção confirmou a viabilidade. A diretoria levantou o polegar. A embalagem quase saiu da reunião carregando um troféu. Na prateleira, porém, uma consumidora com baixa visão tentou identificar o produto. As caixas pareciam iguais.


O dono virou o sistema operacional da empresa?

O telefone toca. O comercial espera desconto; a produção, prioridade; o financeiro, autorização; e o cliente, resposta. Tudo funciona se o dono estiver disponível. No começo, centralizar parece cuidado. Ele conhece clientes, produtos, números e todos os atalhos. Mas, conforme a empresa cresce, essa agilidade vira fila. Há funcionários, máquinas e sistemas, porém cada decisão continua na cabeça dele.


Quem vai ensinar a próxima geração da indústria?

A máquina tem manual. A fábrica também deveria ter memória. Quem trabalha há décadas reconhece um ruído diferente, percebe uma variação no material e antecipa um problema antes de o painel emitir qualquer aviso. É um conhecimento construído entre acertos, erros, ajustes e milhares de horas de produção.


A embalagem sustentável chegou embrulhada em plástico

A caixa era de papel reciclável, tinha visual natural, folha verde impressa e um belo discurso sobre responsabilidade ambiental. Então alguém resolveu protegê-la com filme plástico, saco plástico, plástico-bolha e mais uma camada de plástico, só por segurança.


A última versão foi aprovada. A produção abriu a penúltima

A alteração era pequena. Uma informação corrigida, uma cor ajustada e um detalhe reposicionado. O cliente aprovou a nova arte e todos seguiram tranquilos para a produção. O problema é que a pasta também guardava o “final”, o “final corrigido”, o “final novo” e o “final aprovado”. Entre arquivos quase iguais, alguém abriu justamente a versão anterior.


O pedido estava liberado. A matéria-prima não.

Às oito da manhã, todos tinham uma boa notícia. O comercial havia confirmado o prazo, compras registrou a chegada do material, o PCP reservou a máquina e a produção terminou o setup. A máquina estava pronta. O pallet também estava ali. Faltava apenas um detalhe capaz de parar tudo. Ninguém podia usar o lote.


O protótipo ficou lindo. A coladeira não repetiu

Essa embalagem aguenta virar produção? O protótipo chegou à reunião parecendo pronto. Abas alinhadas, fechamento firme, cola no lugar e acabamento capaz de convencer todos. Mas havia sido montado com calma. Um dedo segurou a aba, outro corrigiu o vinco, alguém pressionou a colagem. Pequenas ajudas ausentes da ficha técnica.


A máquina cabia no layout. Não passava pela porta

Na planta, tudo estava perfeito. Havia espaço para operar, fazer manutenção e circular ao redor. O único detalhe esquecido foi como a máquina chegaria até lá. O caminhão encostou, a equipe se reuniu e a instalação começou naquele clima de novidade. Até a máquina encontrar uma porta alguns centímetros menor. O layout dizia que podia entrar. A parede discordou.


Veja Mais

Clientes