Flexo e Digital não são inimigos
Flexo e Digital não são inimigos
Tem uma discussão que aparece toda hora no mercado gráfico, quase como jogo de torcida.
De um lado, quem defende a flexo. Do outro, quem aposta tudo no digital. Mas, na prática, essa briga faz pouco sentido.
O digital não veio para matar a flexo. Veio para ocupar um espaço que a flexo nem sempre atende com tanta agilidade.
Em rótulos, embalagens flexíveis, papel cartão, papelão ondulado, sacolas, copos e outros impressos, a flexo continua muito forte quando o assunto é volume, repetição, velocidade e custo por unidade. É aquela tecnologia que gosta de pedido grande. Quando a tiragem é alta, ela trabalha feliz. Quase assobiando na fábrica.
Já o digital entra muito bem quando o pedido é menor, quando existe variação de arte, personalização, teste de mercado, lançamento, campanha regional ou prazo apertado. Ele reduz etapas, evita chapas, acelera o acerto e ajuda a gráfica a atender trabalhos que antes talvez nem compensassem entrar em produção.
A verdade do momento é simples. O cliente quer mais variedade, mais rapidez e menos estoque parado. Ao mesmo tempo, ele também quer preço competitivo quando o volume cresce. Por isso, flexo e digital não precisam disputar o mesmo lugar. Eles podem trabalhar como uma dupla.
A flexo segura a produção pesada.
O digital abre portas para novos pedidos.
Quem entende isso para de perguntar qual tecnologia vai vencer e começa a fazer a pergunta certa.
Qual tecnologia melhora minha margem neste trabalho?
No fim, não é flexo contra digital. É gráfica inteligente contra desperdício, atraso e oportunidade perdida.
Veja algumas soluções da Apolo
Posts recentes
- O gerente escondeu as mãos durante o treinamento da impressora
A operadora conferia os ajustes no painel da impressora digital. O gerente se aproximou, viu onde ela ia tocar e quase deu uma ajudinha. Mas recolheu a mão no meio do caminho e escondeu as duas atrás das costas. Ela percebeu e sorriu. “Pode deixar, eu lembro.” Ele respondeu, sem tirar os olhos da tela. “Eu sei. O difícil é lembrar que você lembra.”
- O operador da guilhotina tinha uma mania que nem ele percebia
A pilha de papel estava sobre a mesa da guilhotina. Com a máquina parada, o operador terminou de acertar as folhas usando aquele taco alinhador de madeira que muita gente do acabamento conhece. Antes de deixá-lo de lado, deu uma pequena giradinha no acessório, quase como um movimento ensaiado.
- O gerente recebeu o elogio e apontou para quem fez a embalagem
O cliente pegou uma das caixas de perfume recém-produzidas, examinou a impressão, passou os dedos pelo acabamento e sorriu. “Essa embalagem ficou bonita, hein! Capricharam!” O gerente agradeceu, mas, em vez de ficar com o elogio, virou-se para uma operadora que estava ao lado.
- O notebook era novo e o adesivo queria ficar
O diretor abriu o notebook, tirou os plásticos, ajeitou na mesa e reparou no adesivo ao lado do teclado. Nem tinha ligado o computador e tentava levantar uma pontinha com a unha. Puxou devagar. O adesivo rasgou. Tentou novamente e, quando conseguiu tirar, passou o dedo no lugar. **Grudou!**
- O operador apertou um canto do papelão e o outro levantou
A máquina estava trabalhando normalmente, recebendo chapas de papelão ondulado para cortar e vincar caixas. Até que o operador percebeu uma chapa empenada, interrompeu a alimentação e resolveu conferir o material antes de continuar. Colocou a chapa sobre a bancada e tentou deixá-la reta. Apertou um canto, o outro levantou.


























