O comercial vende uma data que a fábrica ainda não conhece
O comercial vende uma data que a fábrica ainda não conhece
O cliente pergunta quando fica pronto. O comercial olha para o calendário, faz uma conta rápida e responde com confiança.
“Entregamos na sexta.”
Na produção, ninguém foi consultado. O material ainda não chegou, a máquina está ocupada, o acabamento tem fila e o PCP acaba de descobrir que ganhou um novo problema com data marcada.
Vender prazo sem olhar a fábrica pode ajudar a fechar o pedido. Mas também pode transformar uma venda boa em atraso, retrabalho, hora extra e desgaste com o cliente.
Comercial e produção não deveriam disputar quem manda mais. Precisam trabalhar com a mesma informação. Capacidade disponível, tempo de preparação, acabamento, matéria-prima e margem para imprevistos precisam entrar na conversa antes da promessa.
Tecnologia e automação ajudam a produzir com mais velocidade e previsibilidade. Mas nenhuma máquina corrige uma data prometida sem conhecer o processo.
No fim, prazo competitivo não é o mais curto que o comercial consegue falar.
É o prazo que a fábrica consegue cumprir sem transformar segunda-feira em emergência.
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