Projetar para o digital - quão difícil pode ser?
Projetar para o digital - quão difícil pode ser?
Compartilhe:
por Jeroen Van Bauwel
Por que é tão importante para designers criativos entender os requisitos exclusivos de design para impressão digital?
Como acertar desde a fase de design pode ajudar a evitar revisões desnecessárias e atrasos antes do início da impressão.
Por Jeroen Van Bauwel (Diretor de Design de Soluções da Xeikon) e Eduard Vidra (Gerente de Negócios da Litograf)
A Litograf tem um histórico impressionante com suas impressoras Xeikon e a abordagem híbrida que adota para a impressão digital. Seus rótulos de colágeno multicamada oferecem um acabamento múltiplo e provaram ser populares nas redes sociais graças a parcerias bem-sucedidas com influenciadores de mídia social no Instagram. Quando Eduard Vidra se apresentou no Panthers days, ele mencionou algo que realmente chamou minha atenção - que a Litograf frequentemente tinha que recorrer aos designers para garantir que seus designs fossem criados adequadamente e otimizados para impressão dos rótulos. O que me fez pensar: “O que os designers devem saber antes de projetar algo para impressão digital?” Pedi a Eduard para compartilhar algumas dicas importantes e criativas ao trabalhar neste espaço, para que todos possamos economizar algum tempo de idas e vindas.
1. Fale primeiro com seu produtor
O processo de criação de um rótulo de produto deve sempre começar com uma conversa com o próprio produtor do rótulo. Esse resumo inicial e quaisquer esclarecimentos que se seguem são de vital importância para estabelecer os principais objetivos de qualquer projeto. Alguns designers podem sair do 'brief', o que pode ser um gasto caro se forem necessárias várias revisões, mas o maior problema é garantir que os visuais que estão em desenvolvimento sejam adequados para a configuração de impressão e quaisquer materiais selecionados. Combinar sonhos e expectativas com realidades de execução é essencial antes de iniciar qualquer projeto de design.
O que você precisa discutir com sua impressora?
A. Orçamento, custo e valor
Não estamos falando apenas do orçamento de design e dos custos de impressão aqui, mas do valor monetário geral que esse produto representa. É um produto premium com margem alta ou algo mais econômico? A complexidade do design de um rótulo e os enfeites de impressão terão um impacto profundo em seu custo geral, portanto, planejar com antecedência garante que você não seja prejudicado mais adiante. Mas se você alinhar todos os elementos de antemão, acabará com um rótulo que atende a todas as expectativas e a todas as realidades monetárias.
B. Qual kit de ferramentas existe para trabalhar?
Existem muitas ferramentas disponíveis para ajudar a enriquecer o design e a funcionalidade de um rótulos sem afetar negativamente o custo. Muitos deles já fazem parte do processo de impressão digital, como adicionar elementos variáveis (numeração, códigos de barras, etc.), elementos de design mais profundos (como a funcionalidade VariOne), cores especiais (como cores exatas) ou introduzir recursos de segurança, rastrear e muito mais. Perguntar antecipadamente ao impressor o que eles imprimem e quais recursos de impressão digital estão disponíveis ajudará qualquer profissional visual a manter o fluxo criativo. Parece caro na prateleira, mas não está impresso.
C. Estamos priorizando forma ou função ou indo para ambos?
Quando um rótulo ou embalagem chega à loja, ela tem um objetivo simples: chamar a atenção do cliente. Esta é a última oportunidade do proprietário da marca para convencer o cliente de que vale a pena comprar este produto, por isso queremos que eles vejam um design que os leve a comprá-lo para saber mais. Isso aumenta muito a chance do referido cliente fazer uma compra.
Aqui está um exemplo de como um designer pode usar um desenho eficaz que evita enfeites extras e cria um design simples, mas atraente. Os pássaros neste rótulo de vinho - e a bolha, que contém alguns pequenos fatos interessantes - foram impressos com qualidade fotográfica usando uma impressora de toner Xeikon CX300 . Este exemplo mostra quanta vibração e detalhes podem ser alcançados quando um designer produz algo pensando na impressão digital.
D. Qual é o efeito que eles buscam?
Quando se trata de produtos premium, você deseja obter um aha-erlebnis (efeito eureca) imediato e de nível seguinte. Substratos e enfeites de alta qualidade serão essenciais para dar ao produto:
- - Credibilidade
- - Uma aparência premium (e/ou sensação)
- - Valor agregado de vendas
- - Maior valor de aquisição/retenção de clientes
Produtos premium criados com cuidado total serão percebidos como produtos de alta qualidade. Com o preço a combinar, nada menos, então não tenha medo de explorar opções especiais de corte, estampagem a quente ou a frio, verniz tátil, cúpula, relevo e - por que não - estampagem iso foil a quente ou a frio. O rótulo valida o conteúdo da garrafa. Nesse caso, seus € 40 pelo vinho em garrafa proporcionam uma experiência de mesa inestimável. Esta é uma garrafa que você terá prazer em apresentar a qualquer empresa.
2. Conheça a marca para a qual você está projetando
A consistência é fundamental, especialmente quando você está projetando para marcas que gastam muitos recursos em como seus produtos são posicionados em diferentes mercados. As diretrizes da marca precisam ser respeitadas, mas você ainda precisa encontrar maneiras inovadoras de fazer com que os produtos se destaquem na prateleira.
Não cometa erros. A era do rótulo insípido e esquecível está chegando ao fim, mas com isso vêm as margens mais altas e a pressão para atender às expectativas do cliente. As marcas vão querer ver os enfeites cosméticos e estéticos refletidos em toda a sua produção. Se os designers projetarem de acordo com o estilo e o orçamento da marca, eles poderão vender o processo de impressão e os custos antes mesmo de serem apresentados à gráfica. A impressão fará jus ao design, com enfeites transmitindo a aparência exata que a marca deseja.
3. Tenha sempre em mente o quadro geral
Se você é um designer baseado em intenção, sabe que incorporar processos inteligentes e inovações como parte do processo de design é vital para criar um processo dinâmico de criação, impressão e vendas. Muitos conversores de rótulos estão efetivamente rebaixando o design do rótulo, uma vez que ele passa para multicamadas para economizar custos. E embora isso torne o processo de impressão mais fácil, acaba produzindo um produto muito menos interessante, impactando todo o resultado de marketing e vendas.
Você pode precisar convencer o proprietário da marca a optar por deixar a folha fria, o doming (gota de resina) ou o verniz tático na versão multicamadas do rótulo, se o orçamento permitir e se sua impressora tiver um processo de impressão que atenda a essas solicitações.
Não tenha medo de defender sua posição, declarar sua experiência e elaborar o processo. Você é um elo inestimável na corrente para todos. Do início ao fim.
Quer saber mais sobre as soluções de impressão? Clique neste link para todos os detalhes .
Tags: Impressoras Aplicações Gráfica Rótulos
Posts recentes
Nenhuma máquina quebrou. Mesmo assim, ninguém imprimiuA produção estava pronta. Papel abastecido, máquina ligada, operador no posto e prazo correndo. Só faltava um detalhe pequeno para começar: o arquivo. O problema é que ninguém conseguia acessá-lo. Em poucos minutos, ficou claro que a máquina estava perfeita.
A embalagem que você abre de manhã pode ter sido feita às três da madrugada
Às três da madrugada, a cidade parece desligada. Rua vazia, prédio escuro, cachorro dormindo e muita gente negociando mais cinco minutos com o despertador. Dentro de uma fábrica, porém, alguém está conferindo registro, alimentação, corte, vinco, impressão e uma pilha de embalagens que não para de crescer.
“Já que você está aqui…” muda o dia do técnico
O técnico termina o atendimento, fecha a maleta, confere a máquina e já começa a pensar no próximo compromisso. Até ouvir aquela frase que muda completamente o roteiro do dia: “Já que você está aqui…” De repente, aparece um operador apontando para outra máquina.
Três chefes, três prioridades, uma máquina só
A máquina estava pronta para rodar uma apostila quando chegou a primeira orientação: “segura esse trabalho, entrou outro mais urgente”. Poucos minutos depois, apareceu um segundo chefe dizendo exatamente o contrário. O terceiro chegou logo atrás com uma prioridade ainda mais importante.
“Guarda essa caixa, ela é bonita”
Acontece mais do que parece. O produto acabou, o perfume terminou, os chocolates sumiram há meses… mas a caixa continua lá, ocupando espaço na gaveta como se pagasse aluguel. Tem embalagem que a gente simplesmente não consegue jogar fora. A caixa do celular, do relógio, do sabonete, do brinquedo, do presente.
38 mil seguidores entraram na gráfica
Ela chegou sozinha, com algumas amostras na mão e uma tiragem que, olhando apenas para a quantidade, parecia pequena. Nada que chamasse atenção no meio de pedidos maiores circulando pela gráfica. Só que aquela cliente carregava algo que não cabia na ordem de produção.
Quem trabalha com impressão nunca mais olha o mundo normalmente
Tem gente que entra no supermercado para comprar café. Quem trabalha com impressão entra e começa a analisar a caixa. A cor está certa? O corte ficou alinhado? O acabamento ficou bom? Daqui a pouco a pessoa está virando a embalagem de um lado para o outro enquanto quem veio junto já avançou três corredores.
Se o comercial chegou com café, desconfie
Tem visita que a produção reconhece de longe. O comercial aparece sorrindo, distribui café, pergunta como está o dia e, depois de alguns minutos de conversa, solta com naturalidade que entrou “um pedido importante”. Normalmente ele vem acompanhado de três palavras perigosas que todo mundo na produção conhece bem, cliente grande, entrega rápida e só desta vez.
A meta foi batida. O problema ficou para o próximo turno
A máquina rodou o turno inteiro. O contador subiu, a meta apareceu em verde e alguém comemorou. No relatório, foi um ótimo dia. Na área ao lado, havia outra história esperando para ser contada. Copos tortos, bordas deformadas, fundos mal formados e unidades que não poderiam chegar ao cliente.
A embalagem foi aprovada por todo mundo. Menos por quem precisava usá-la.
O marketing gostou das cores. O comercial aprovou o destaque. A produção confirmou a viabilidade. A diretoria levantou o polegar. A embalagem quase saiu da reunião carregando um troféu. Na prateleira, porém, uma consumidora com baixa visão tentou identificar o produto. As caixas pareciam iguais.
O dono virou o sistema operacional da empresa?
O telefone toca. O comercial espera desconto; a produção, prioridade; o financeiro, autorização; e o cliente, resposta. Tudo funciona se o dono estiver disponível. No começo, centralizar parece cuidado. Ele conhece clientes, produtos, números e todos os atalhos. Mas, conforme a empresa cresce, essa agilidade vira fila. Há funcionários, máquinas e sistemas, porém cada decisão continua na cabeça dele.
Quem vai ensinar a próxima geração da indústria?
A máquina tem manual. A fábrica também deveria ter memória. Quem trabalha há décadas reconhece um ruído diferente, percebe uma variação no material e antecipa um problema antes de o painel emitir qualquer aviso. É um conhecimento construído entre acertos, erros, ajustes e milhares de horas de produção.
A embalagem sustentável chegou embrulhada em plástico
A caixa era de papel reciclável, tinha visual natural, folha verde impressa e um belo discurso sobre responsabilidade ambiental. Então alguém resolveu protegê-la com filme plástico, saco plástico, plástico-bolha e mais uma camada de plástico, só por segurança.
A última versão foi aprovada. A produção abriu a penúltima
A alteração era pequena. Uma informação corrigida, uma cor ajustada e um detalhe reposicionado. O cliente aprovou a nova arte e todos seguiram tranquilos para a produção. O problema é que a pasta também guardava o “final”, o “final corrigido”, o “final novo” e o “final aprovado”. Entre arquivos quase iguais, alguém abriu justamente a versão anterior.
O pedido estava liberado. A matéria-prima não.
Às oito da manhã, todos tinham uma boa notícia. O comercial havia confirmado o prazo, compras registrou a chegada do material, o PCP reservou a máquina e a produção terminou o setup. A máquina estava pronta. O pallet também estava ali. Faltava apenas um detalhe capaz de parar tudo. Ninguém podia usar o lote.
O protótipo ficou lindo. A coladeira não repetiu
Essa embalagem aguenta virar produção? O protótipo chegou à reunião parecendo pronto. Abas alinhadas, fechamento firme, cola no lugar e acabamento capaz de convencer todos. Mas havia sido montado com calma. Um dedo segurou a aba, outro corrigiu o vinco, alguém pressionou a colagem. Pequenas ajudas ausentes da ficha técnica.
A máquina cabia no layout. Não passava pela porta
Na planta, tudo estava perfeito. Havia espaço para operar, fazer manutenção e circular ao redor. O único detalhe esquecido foi como a máquina chegaria até lá. O caminhão encostou, a equipe se reuniu e a instalação começou naquele clima de novidade. Até a máquina encontrar uma porta alguns centímetros menor. O layout dizia que podia entrar. A parede discordou.
A solução provisória comemorou cinco anos de empresa
Era só até chegar a peça certa. Cinco anos depois, o remendo ganhou bolo, velas e quase uma placa de funcionário veterano. Na fábrica, pode ser uma fita segurando uma tampa. No escritório, uma planilha paralela. Na TI, aquele botão que ninguém pode apertar. Muda o setor, mas a carreira do provisório é sempre parecida.
Todo mundo quer inovação. Desde que nada precise mudar
A empresa compra um robô novo, corta a faixa, tira foto, publica nas redes e anuncia que entrou no futuro. Só existe um detalhe. O robô continua preso por uma corrente ao processo antigo.
O pedido tinha 12 versões. O orçamento enxergou apenas uma
Na planilha, eram 10 mil embalagens. Na produção, eram 12 artes, 12 conferências, 12 separações e várias chances de alguma coisa sair fora do lugar. Trocar apenas a imagem pode parecer simples. Mas cada versão exige atenção da pré-impressão, identificação correta, controle de quantidade, organização no acabamento e cuidado extra na expedição.
Veja Mais




















