A galeria do celular de quem trabalha com impressão é meio suspeita
A galeria do celular de quem trabalha com impressão é meio suspeita
Tem foto da família, do cachorro, de uma viagem… e, no meio, aparecem 37 embalagens, 12 rótulos, um relevo bonito, uma cor diferente, um pedaço de papelão e aquele acabamento que alguém jurou que precisava registrar “para lembrar depois”.
Quem trabalha com impressão sabe como isso acontece. Você vê uma caixa interessante no supermercado, um cardápio bem resolvido no restaurante ou um rótulo diferente na prateleira e, quando percebe, já está procurando o melhor ângulo para fotografar.
O mais engraçado é explicar isso para quem está junto. A outra pessoa acha que você gostou do produto. Você está pensando no papel, na tinta, no corte, no verniz, na textura e talvez tentando descobrir quem produziu aquilo.
Com o tempo, o celular vira uma pequena biblioteca técnica involuntária. Tem referência para cliente, ideia de acabamento, solução de estrutura, cor curiosa e até foto de coisa que ninguém mais entende por que foi tirada.
Talvez seja uma daquelas deformações profissionais que não têm cura. Depois de alguns anos no mercado gráfico, o trabalho termina, mas o olhar continua de plantão.
Na Apolo, convivemos diariamente com impressão, acabamento, automação e diferentes aplicações. Talvez por isso também seja difícil olhar para um impresso e enxergar apenas o produto pronto. Quase sempre dá vontade de entender o que aconteceu antes dele chegar ali.
E na sua galeria, tem mais foto de viagem… ou de impressão que você jurou que um dia ia usar como referência?
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