Preto “bonito” que sai caro
Preto “bonito” que sai caro
Tem um erro que aparece toda semana na gráfica. A arte chega linda. Fundo preto “profundo”. Tudo aprovado. Aí começa a impressão… e o preto vira problema.
O culpado quase sempre é o preto calçado usado do jeito errado. Em vez de preto puro, alguém coloca C100 M100 Y100 K100 para “ficar mais escuro”. Na tela parece poderoso. No papel, é tinta demais.
Quando a tinta passa do limite, a gráfica paga a conta de um jeito bem prático. A folha demora para secar, começa a grudar, o papel pode encanoar, o registro sai do lugar, e o lote vira uma mistura de retrabalho, ajuste e perda. Traduzindo em linguagem de dono de gráfica: tempo, material e dinheiro indo embora.
Aqui entra um conceito simples que salva produção. TAC é a Cobertura Total de Área. É o “tanto de tinta” que cada papel aguenta antes de dar defeito. Couché aguenta mais. Offset aguenta menos. Jornal então… bem menos. Se a arte vem encharcada, não tem milagre.
Como evitar, sem virar aula chata:
1) Texto e coisa pequena Use preto puro K100. Só isso. Texto com preto calçado pode borrar, perder definição e ficar “gordo”.
2) Fundo preto grande. Aí sim dá para usar um preto calçado moderado, dentro do TAC, para ficar mais “fundo” sem encharcar.
3) Receitas seguras (ponto de partida):
- Preto neutro para fundo: C60 M40 Y40 K100
- Preto mais frio: C70 M30 Y30 K100
- Preto mais quente: C40 M60 Y60 K100 (Depois, ajuste conforme o perfil e o papel. O importante é não “colocar 100 em tudo”.)
E de quem é a responsabilidade. Um pouco de todo mundo. Designer precisa entender o básico de impressão. E a pré-impressão precisa conferir TAC e pretos antes de liberar. Até arquivo “certinho” em PDF pode vir com esse erro escondido.
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