Embalagens de hambúrguer supera 10X as de pizza
Embalagens de hambúrguer supera 10X as de pizza
Compartilhe:
Por Max Tavares (Pequenas Empresas & Grandes Negócios - 23/07/2023)
Estudo revela que o hambúrguer superou a pizza em pedidos de entrega no primeiro semestre de 2022. Foram mais de 3 milhões e meio de pedidos ou quase 600 mil hambúrgueres por mês em São Paulo, enquanto os pedidos de pizza ficaram em torno de 56 mil por mês (Fonte: Hubster).
Um exemplo dessa tendência é uma hamburgueria que passou a investir em delivery e aumentou em 40% o faturamento do negócio. O sucesso se explica porque as hamburguerias estão investindo em inovação segundo a Luciana Volante diretora de crescimento da Hubster, empresa que realizou um estudo.
Hamburguerias investem em tecnologia
Luciana comenta: "Então as hamburguerias estão cada vez mais especializando em hambúrgueres gourmets e diferenciados. Eles estão realmente caindo no gosto por isso, pelos sabores que estão trazendo, mas existe uma questão também que as hamburguerias estão investindo mais em tecnologia."
Aposta na embalagem e qualidade dos produtos
Foi exatamente, o que fez o Bruno de Oliveira, empresário na zona oeste de São Paulo. Depois de apostaram na qualidade dos produtos e das embalagens, ele e os sócios viram faturamento aumentar nos últimos anos com a ajuda do delivery.
Uma das preocupações dos empresários, era que o hambúrguer não chegasse amassado na casa do cliente. Eles então investiram em embalagens mais resistentes que aguentam até quatro lanches empilhados, comenta Bruno: "fizemos vários testes para conseguir chegar no produto final que a gente tem hoje com relação às embalagens"
Começo apostaram no atendimento presencial, mas isso foi mudando com o tempo. Bruno comenta: "quando a gente iniciou eram poucos pedidos por dia, porque as pessoas ainda preferiam vir comer na loja. Isso foi aumentando gradativamente."
Embalagem ideal e diferenciada
A Hamburgueria fazia cerca de 10 entregas por dia, hoje faz mais de 100. São duas lojas que ficam na capital paulista. Bruno comenta: "demora bastante para você pegar um ritmo legal, é uma coisa que vai crescendo aos poucos, e precisa ter a preocupação de não entrar na vala comum e atuar igual aos demais." Também no melhor amigo do hambúrguer, que é a batata frita, vocês tiveram que bater cabeça para chegar numa embalagem ideal, não é? Bruno responde: "Falamos com várias empresas para conseguir chegar numa embalagem que tenha uma quantidade legal de furos. A batata respira, mas não ao ponto de esfriar porque ela está dentro da sacola, e normalmente tem o hambúrguer junto, e assim a batata não cria umidade, demorando muito mais para murchar."
Hoje o serviço de entrega representa 40% do faturamento nas duas lojas e a ideia é continuar apostando no delivery. Continua Bruno: "nós iniciamos agora um projeto com delivery próprio da casa. Então temos um aplicativo onde os clientes conseguem pedir direto para nós. Isso é interessante, porque conseguimos dar mais benefícios para o nosso cliente e não temos uma taxa alta de comissão para pagar. E também promoções e novidades para o delivery."
Conheça as máquinas automáticas PackFood para fabricar caixas de hambúrguer, clique aqui!
Assista o vídeo: clique aqui
Posts recentes
O feriado começa quando o último pallet vai emboraSexta-feira antes de feriado tem um fenômeno curioso dentro das empresas. Às três da tarde, metade das pessoas já está mentalmente na estrada. Mas existe sempre um pallet que ainda não recebeu essa informação.
O trabalho sempre parece rápido quando você não é quem vai fazer
Existe uma unidade de tempo muito usada nas empresas que nenhum relógio consegue medir. É o “rapidinho”. “Troca isso rapidinho.” “Faz mais uma versão.” “Só ajusta esse detalhe.” Curiosamente, o rapidinho costuma ser bem mais rápido para quem pede do que para quem precisa executar.
A IA deixou todo mundo mais impaciente
Às 9h02 alguém pede uma campanha para a IA. Às 9h04 existem vinte opções na tela. Às 9h07 aparece uma pergunta que alguns anos atrás talvez nem fizesse sentido: “Dá para produzir isso hoje?”
Milhares de embalagens ficaram velhas em uma reunião de 40 minutos
A reunião terminou com uma nova identidade aprovada. Visual mais moderno, cores novas, embalagem renovada. Todo mundo gostou. Só esqueceram de convidar para a reunião os pallets que estavam no estoque.
A fábrica mais moderna pode depender de um caderno velho
A fábrica tem máquinas novas, painéis digitais, sensores, automação e sistemas que registram praticamente tudo. Mesmo assim, quando aparece aquele problema estranho, alguém abre uma gaveta e procura um caderno velho. Ali estão anotações feitas ao longo de anos. Uma regulagem que funciona melhor com determinado material.
A galeria do celular de quem trabalha com impressão é meio suspeita
Tem foto da família, do cachorro, de uma viagem… e, no meio, aparecem 37 embalagens, 12 rótulos, um relevo bonito, uma cor diferente, um pedaço de papelão e aquele acabamento que alguém jurou que precisava registrar “para lembrar depois”.
Quem evita o problema quase nunca ganha o troféu
Tem uma cena curiosa em muitas empresas. Quando alguma coisa dá errado e alguém corre, resolve e salva o dia, essa pessoa vira herói. Ganha elogio, agradecimento e, se bobear, quase uma placa na parede. Enquanto isso, quem evitou outros dez problemas antes que eles aparecessem provavelmente passou despercebido.
Ainda não inventaram toque por Wi-Fi
A apresentação estava bonita no celular. Brilho certo, relevo elegante, textura sofisticada. O cliente ampliou a imagem, girou a tela, aproximou o rosto e quase parecia sentir o acabamento. Quase. Porque existe uma parte do impresso que a tela ainda não entrega.
Nenhuma máquina quebrou. Mesmo assim, ninguém imprimiu
A produção estava pronta. Papel abastecido, máquina ligada, operador no posto e prazo correndo. Só faltava um detalhe pequeno para começar: o arquivo. O problema é que ninguém conseguia acessá-lo. Em poucos minutos, ficou claro que a máquina estava perfeita.
A embalagem que você abre de manhã pode ter sido feita às três da madrugada
Às três da madrugada, a cidade parece desligada. Rua vazia, prédio escuro, cachorro dormindo e muita gente negociando mais cinco minutos com o despertador. Dentro de uma fábrica, porém, alguém está conferindo registro, alimentação, corte, vinco, impressão e uma pilha de embalagens que não para de crescer.
“Já que você está aqui…” muda o dia do técnico
O técnico termina o atendimento, fecha a maleta, confere a máquina e já começa a pensar no próximo compromisso. Até ouvir aquela frase que muda completamente o roteiro do dia: “Já que você está aqui…” De repente, aparece um operador apontando para outra máquina.
Três chefes, três prioridades, uma máquina só
A máquina estava pronta para rodar uma apostila quando chegou a primeira orientação: “segura esse trabalho, entrou outro mais urgente”. Poucos minutos depois, apareceu um segundo chefe dizendo exatamente o contrário. O terceiro chegou logo atrás com uma prioridade ainda mais importante.
“Guarda essa caixa, ela é bonita”
Acontece mais do que parece. O produto acabou, o perfume terminou, os chocolates sumiram há meses… mas a caixa continua lá, ocupando espaço na gaveta como se pagasse aluguel. Tem embalagem que a gente simplesmente não consegue jogar fora. A caixa do celular, do relógio, do sabonete, do brinquedo, do presente.
38 mil seguidores entraram na gráfica
Ela chegou sozinha, com algumas amostras na mão e uma tiragem que, olhando apenas para a quantidade, parecia pequena. Nada que chamasse atenção no meio de pedidos maiores circulando pela gráfica. Só que aquela cliente carregava algo que não cabia na ordem de produção.
Quem trabalha com impressão nunca mais olha o mundo normalmente
Tem gente que entra no supermercado para comprar café. Quem trabalha com impressão entra e começa a analisar a caixa. A cor está certa? O corte ficou alinhado? O acabamento ficou bom? Daqui a pouco a pessoa está virando a embalagem de um lado para o outro enquanto quem veio junto já avançou três corredores.
Se o comercial chegou com café, desconfie
Tem visita que a produção reconhece de longe. O comercial aparece sorrindo, distribui café, pergunta como está o dia e, depois de alguns minutos de conversa, solta com naturalidade que entrou “um pedido importante”. Normalmente ele vem acompanhado de três palavras perigosas que todo mundo na produção conhece bem, cliente grande, entrega rápida e só desta vez.
A meta foi batida. O problema ficou para o próximo turno
A máquina rodou o turno inteiro. O contador subiu, a meta apareceu em verde e alguém comemorou. No relatório, foi um ótimo dia. Na área ao lado, havia outra história esperando para ser contada. Copos tortos, bordas deformadas, fundos mal formados e unidades que não poderiam chegar ao cliente.
A embalagem foi aprovada por todo mundo. Menos por quem precisava usá-la.
O marketing gostou das cores. O comercial aprovou o destaque. A produção confirmou a viabilidade. A diretoria levantou o polegar. A embalagem quase saiu da reunião carregando um troféu. Na prateleira, porém, uma consumidora com baixa visão tentou identificar o produto. As caixas pareciam iguais.
O dono virou o sistema operacional da empresa?
O telefone toca. O comercial espera desconto; a produção, prioridade; o financeiro, autorização; e o cliente, resposta. Tudo funciona se o dono estiver disponível. No começo, centralizar parece cuidado. Ele conhece clientes, produtos, números e todos os atalhos. Mas, conforme a empresa cresce, essa agilidade vira fila. Há funcionários, máquinas e sistemas, porém cada decisão continua na cabeça dele.
Quem vai ensinar a próxima geração da indústria?
A máquina tem manual. A fábrica também deveria ter memória. Quem trabalha há décadas reconhece um ruído diferente, percebe uma variação no material e antecipa um problema antes de o painel emitir qualquer aviso. É um conhecimento construído entre acertos, erros, ajustes e milhares de horas de produção.
Veja Mais





















