O contador automático perdeu para o polegar

O contador automático perdeu para o polegar



Na bancada da gráfica, Paulo separava folhas impressas em pequenos montes. Contava baixinho, acertava as bordas na mesa e começava de novo. Fazia isso tão rápido que os colegas brincavam que seu polegar tinha vida própria.

O funcionário recém-chegado observou, olhou para o painel e perguntou se o equipamento não fazia aquela contagem sozinho.

Paulo parou com uma folha na mão. Uma colega começou a rir. Outro admitiu que a função existia havia anos, mas ninguém sabia configurá-la.

Chamaram quem conhecia o equipamento e fizeram um teste. A máquina acertou. Paulo conferiu tudo manualmente e pediu mais uma rodada.

Quando soube da história, o gerente também riu. Depois começou a desconfiar de quantos outros recursos da fábrica já estavam pagos, mas ninguém utilizava.

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